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Enquanto isso, com o mercado de criptomoedas a registar mais uma queda — ou, melhor dizendo, a se preparar para uma —, Michael Saylor, CEO da Strategy, afirmou ontem numa entrevista que está disposto a oferecer aos detentores de Bitcoin um retorno de 11,5% ao ano.
Michael Saylor afirmou que está transformando o Bitcoin em uma espécie de "empréstimo digital", oferecendo um rendimento anual de 11,5%. Para investidores que não desejam manter o ativo no longo prazo nem enfrentar sua elevada volatilidade no curto prazo, ele propõe um instrumento de renda fixa denominado em BTC.
A iniciativa soa atraente, especialmente no contexto atual de mercado. Saylor, conhecido por sua convicção no Bitcoin, volta a demonstrar a intenção de tornar a criptomoeda mais acessível e atrativa para um público mais amplo. Um rendimento fixo de 11,5% ao ano pode ser um fator decisivo para investidores que antes evitavam exposição devido à volatilidade do ativo.
Segundo Saylor, a lógica é simples: o Bitcoin permanece como ativo-base, sobre o qual é possível estruturar um produto mais estável e familiar para o investidor médio.
A proposta de transformar o Bitcoin em um instrumento com rendimento previsível abre novas possibilidades de investimento. Isso pode atrair investidores institucionais, fundos de pensão e perfis mais conservadores em busca de renda passiva, ao mesmo tempo em que mantêm exposição a um ativo com potencial de valorização. Na prática, Saylor propõe uma ponte entre o sistema financeiro tradicional e o ecossistema de ativos digitais, reduzindo barreiras de entrada.
O investidor também destacou que, mesmo com uma valorização anual de apenas 2% do Bitcoin, acredita ser possível sustentar esse nível de rendimento indefinidamente, considerando que a empresa possui mais de US$ 50 bilhões em Bitcoin como colateral em seu balanço. Acrescentou ainda que, caso o retorno do Bitcoin seja de 0% ao ano, seria necessário rever o modelo no horizonte de cerca de 50 anos.
Recomendações de negociação:
Quanto ao quadro técnico do Bitcoin, atualmente os compradores visam um retorno a US$ 69.100, o que abre um caminho direto para US$ 70.700 e, a partir daí, para US$ 72.500. O alvo mais distante é a máxima em torno de US$ 74.600; um rompimento acima desse nível indicaria tentativas de retorno a um mercado de alta.
Em caso de queda, a presença de compradores é esperada em US$ 67.200. Uma perda dessa região poderia rapidamente empurrar o BTC para US$ 64.900. O alvo mais distante nesse cenário seria próximo de US$ 62.600.
Quanto ao quadro técnico do Ethereum, uma manutenção clara acima de US$ 2.098 abre um caminho direto para US$ 2.175. O alvo mais distante é a máxima próxima de US$ 2.238; um rompimento acima desse nível indicaria fortalecimento do sentimento altista e o retorno do interesse dos compradores.
Em caso de queda, a presença de compradores é esperada em US$ 2.023. Um retorno do ativo abaixo dessa região pode rapidamente levar o ETH para US$ 1.936. O alvo mais distante seria em torno de US$ 1.845.
O que podemos ver no gráfico:
Um cruzamento, ou um teste de preço das médias móveis, normalmente interrompe o movimento ou dá início a um novo impulso no mercado.