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A reunião do Federal Reserve de abril de 2026 foi a mais dividida desde 1992. Miran (ala "dovish") defendeu um corte de 25 pontos-base na taxa de juros, enquanto Hammack, Kashkari e Logan (ala "hawkish") se opuseram à inclusão da expressão "ajustes adicionais", argumentando que ela poderia sinalizar cortes futuros. Esse grupo preferiu uma formulação mais neutra, alertando que a inflação impulsionada pelos preços de energia pode exigir um aperto monetário adicional.
Esta foi a última coletiva de imprensa de Jerome Powell como presidente do Fed — seu mandato se encerra em 15 de maio. Em suas declarações, Powell reafirmou o compromisso do banco central de manter a atual trajetória até que a inflação retorne à meta de 2%. Ele também destacou que a autoridade monetária deve basear suas decisões em dados macroeconômicos, e não em pressões ou discursos políticos. Acesse o link para mais detalhes.
Os principais índices de ações dos EUA fecharam em queda ontem. O S&P 500 e o Nasdaq 100 recuaram 0,04% cada, enquanto o Dow Jones Industrial Average caiu 0,57%. No mercado de energia, o petróleo disparou para o nível mais alto em quase quatro anos, refletindo o aumento do pessimismo em relação à resolução do conflito no Oriente Médio e a reação à decisão do Federal Reserve. O Brent crude chegou a US$ 126,41 antes de recuar para perto de US$ 125, estendendo uma sequência de nove sessões consecutivas de alta.
Os futuros do Nasdaq 100 caíram cerca de 0,3%, após ganhos anteriores de aproximadamente 1,1%, impulsionados por resultados sólidos de Alphabet Inc. e Amazon.com Inc.. Outros mercados acionários também enfraqueceram: o índice MSCI Asia-Pacific Index caiu 1,5%, enquanto as bolsas europeias devem abrir com queda de cerca de 1%. No mercado de renda fixa, os títulos recuaram, pressionados pela alta do petróleo e pelo tom firme do Fed, reduzindo a demanda por ativos de menor risco. Como resultado, o rendimento dos títulos do governo japonês de 10 anos atingiu seu nível mais alto desde 1997. Acesse o link para mais detalhes.
Se alguém dissesse, há dois meses, que o Strait of Hormuz ficaria fechado até o fim de abril, Wall Street teria traçado um cenário claramente pessimista para as ações dos EUA. No entanto, o S&P 500 segue renovando máximas históricas e se comporta como se o conflito no Oriente Médio já estivesse superado. Ao mesmo tempo, outros mercados continuam sinalizando riscos macroeconômicos, com o petróleo Brent já tendo sido negociado acima de US$ 120.
Os investidores, na prática, estão ignorando o choque do petróleo ao se apoiarem em resultados corporativos sólidos. O grupo conhecido como "As Sete Magníficas" já subiu mais de 20% desde as mínimas de março, e seus lucros são esperados crescer cerca de 19% no primeiro trimestre e 25% no segundo. Uma pesquisa da American Association of Individual Investors (AAII) mostra que investidores individuais otimistas (bulls) superaram os pessimistas (bears) pela primeira vez desde 12 de fevereiro. Acesse o link para mais detalhes;