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25.06.2026 04:10 PM
O preço do petróleo continua em queda, e as notícias de hoje do Catar explicam o motivo

Os preços do petróleo continuam em queda, e as notícias de hoje vindas do Qatar ajudam a explicar esse movimento. O Brent já devolveu todos os ganhos provocados pela ação militar, enquanto os sinais concretos de recuperação da oferta se multiplicam dia após dia. O Qatar juntou-se a outros países do Golfo Pérsico na retomada das exportações de petróleo para os mercados asiáticos. Relatos indicam que um carregamento do petróleo Al-Shaheen foi vendido à Formosa Petrochemical, de Taiwan, para entrega entre agosto e setembro, enquanto os tipos Marine e Onshore foram vendidos, na semana passada, a uma refinaria indiana. Essas são as primeiras transações registradas envolvendo petróleo do Qatar com refinarias asiáticas desde o início da guerra.

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O quadro está evoluindo de forma coerente, e é possível traçar um paralelo direto com o que mencionei anteriormente. Há poucos dias, observávamos apenas os primeiros sinais cautelosos de normalização, quando dois petroleiros deram meia-volta no Oceano Índico e seguiram rumo ao Oriente Médio, enquanto o Comando Central dos EUA informava que 55 embarcações haviam atravessado o estreito em um único dia. Agora, já falamos em uma retomada plena das vendas comerciais. As exportações dos Emirados Árabes Unidos foram restabelecidas, os embarques do Iraque e do Kuwait ganharam ritmo, e a ADNOC já havia informado seus clientes sobre a retomada dos despachos.

Também merece destaque o mercado de gás, que reforça o efeito desinflacionário. O Qatar vem conduzindo com sucesso navios de GNL pelo estreito e pretende ampliar rapidamente sua produção, recuperando uma parcela significativa de sua capacidade de exportação nos próximos dois meses. Paralelamente, a QatarEnergy colocou à venda um carregamento de gasolina produzido em sua refinaria de Mesaieed, sinalizando uma aceleração da atividade de refino. Tudo isso pressiona não apenas os preços do petróleo bruto, mas também os dos derivados, contribuindo diretamente para a desaceleração da inflação, fator acompanhado de perto pelos bancos centrais.

Essa é a principal conclusão que conecta as notícias de hoje a um contexto mais amplo. A queda do Brent, de um pico acima de US$ 108 para os atuais níveis abaixo de US$ 77, é resultado direto da recuperação da oferta, que agora pode ser observada em tempo real por meio da retomada das exportações do Qatar e do aumento do tráfego de petroleiros.

As projeções do Goldman Sachs e do Morgan Stanley, que apontam para um Brent em torno de US$ 80 no quarto trimestre, baseiam-se justamente nesse cenário de rápida normalização das exportações de petróleo do Golfo. Ainda assim, é importante lembrar o alerta feito por diversos traders: o mercado pode reagir de forma exagerada em ambas as direções. Da mesma forma que antes precificou uma escassez de oferta, agora pode passar a precificar um excesso de oferta antes mesmo que ele se materialize.

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No que diz respeito ao panorama técnico atual do petróleo, os compradores precisam superar a resistência mais próxima, em US$ 74,85. Isso permitirá visar US$ 81,38, nível acima do qual será bastante difícil romper. O alvo mais distante ficará próximo de US$ 86,67. Caso ocorra uma queda no preço do petróleo, os vendedores tentarão assumir o controle na marca de US$ 67,77. Se forem bem-sucedidos, romper essa faixa representará um golpe significativo para as posições dos compradores e levará o petróleo a uma mínima de US$ 59,96, com um alvo potencial de US$ 51,99.

Miroslaw Bawulski,
Analytical expert of InstaTrade
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