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26.06.2026 06:07 PM
O dólar reafirma sua força frente às moedas rivais

A redução dos riscos geopolíticos e o retorno do petróleo aos níveis pré-guerra não criaram um ambiente favorável ao enfraquecimento do dólar americano. Os investidores rapidamente voltaram a concentrar sua atenção na política monetária, e a guinada hawkish do Federal Reserve (Fed) levou o EUR/USD a despencar para as mínimas de um ano. O euro encontrou algum suporte graças a uma série de dados econômicos decepcionantes dos Estados Unidos e às declarações de membros do FOMC, mas a recuperação observada no fim da semana parece mais uma realização de lucros em posições vendidas do que uma reversão da tendência de baixa.

O Nordea observa que, desde a reunião de junho do Fed, os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA de dois anos subiram, enquanto os de seus equivalentes alemães recuaram. Com isso, o diferencial de rendimentos se ampliou para 160 pontos-base, o maior em um ano. O banco espera que o Federal Reserve aperte a política monetária duas vezes em 2026 e mais uma vez em 2027. Com o BCE relutante em promover novos ajustes em sua política monetária, esse diferencial deverá pressionar o EUR/USD para níveis ainda mais baixos.

A dinâmica do par EUR/USD e o spread entre os rendimentos dos títulos dos EUA e da Alemanha

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O Bank of America compartilha dessa visão e projeta que o euro cairá para US$ 1,12 no terceiro trimestre, em meio a três novas etapas de aperto monetário pelo Fed — que, na avaliação do banco, ocorrerão ainda este ano.

O que poderia favorecer o euro? O economista-chefe do BCE, Philip Lane, manifestou preocupação com a persistência das pressões inflacionárias, enquanto a também integrante do Conselho do BCE, Isabel Schnabel, afirmou que o ciclo de aperto monetário deve continuar. No entanto, os mercados atribuem maior peso às declarações de Christine Lagarde. Segundo a presidente do BCE, a instituição não precisa responder de forma agressiva ao conflito no Oriente Médio: os preços do petróleo estão em queda e os preços ao consumidor na zona do euro podem seguir a mesma trajetória.

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De fato, as expectativas de inflação no bloco monetário diminuíram, levando o mercado de futuros a duvidar até mesmo de um único aumento da taxa de depósito do BCE. A divergência na política monetária está se tornando o farol para os vendedores do par EUR/USD.

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A queda do principal par de moedas foi impulsionada por um elemento de surpresa. Os investidores esperavam que Kevin Warsh enfatizasse a possibilidade de cortes de juros em sua primeira reunião como presidente do Fed, mas, em vez disso, adotou um discurso hawkish. Em contrapartida, Christine Lagarde sinalizou que as expectativas para as taxas de juros implícitas no mercado futuro estavam excessivamente elevadas, embora outros membros do Conselho do BCE já tivessem demonstrado consenso em favor de novos apertos monetários. A guinada dovish da presidente do BCE representou um duro golpe para a moeda única europeia.

Do ponto de vista técnico, no gráfico diário, o EUR/USD encontrou suporte em uma zona de convergência formada por dois níveis de pivô, entre 1,1335 e 1,1350. Faz sentido ampliar as posições compradas a partir de 1,1375, desde que o par consiga se manter acima de 1,1400. Caso os compradores não consigam sustentar esse movimento, os vendedores deverão retomar o controle.

Marek Petkovich,
Analytical expert of InstaTrade
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