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O par GBP/USD permanece em um recuo corretivo iniciado após a formação simultânea de dois sinais baixistas: uma captura de liquidez (indicada pela linha vermelha) e uma reação ao imbalance 16. Nas últimas duas semanas, a libra tem sido negociada dentro do imbalance 19 altista; não conseguiu invalidá-lo, manteve um viés de alta e continua a mover-se dentro de um intervalo horizontal estreito. Assim, mesmo após esse período, o imbalance 19 permanece válido, e nenhum novo sinal de compra foi formado até o momento. É possível que os traders estejam à espera das reuniões do Banco Central Europeu (BCE), do Banco da Inglaterra (BoE) e do Federal Reserve (Fed), enquanto a libra pode estar a aguardar que o euro inicie um movimento sincronizado de alta.
A tendência de alta permanece intacta, o que sustenta a expectativa de continuidade e a formação de novos sinais altistas que permitam a abertura de posições compradas. Os compradores também podem contar com o apoio do BoE, uma vez que o aumento da inflação pode levar a autoridade monetária a adotar uma postura mais hawkish do que a atualmente projetada pelo mercado. Ainda assim, nas próximas 24 horas, a direção da libra deverá depender principalmente do comportamento do euro e do dólar, e não apenas da decisão do Banco da Inglaterra.
Há pouco a acrescentar neste momento, tanto do ponto de vista fundamental quanto técnico. A situação em torno da resolução do conflito no Oriente Médio permanece estagnada, e os traders não têm clareza sequer sobre a existência de esforços concretos para organizar uma nova rodada de negociações entre Irã e Estados Unidos. O cenário técnico é direto: ou aguardar um sinal de compra, ou a invalidação do padrão altista.
A última alta da libra teve início com o padrão Three Drives Pattern. Assim, os traders receberam um sinal de compra logo no início do movimento, e a tendência segue sendo de alta. No momento, o cessar-fogo permanece bastante frágil, e as partes envolvidas ainda não definiram se darão continuidade às negociações ou se retomarão as hostilidades. As conversações podem ser retomadas, mas o conflito também pode reacender. O Estreito de Ormuz continua sob bloqueio duplo, e Teerã e Washington ainda não chegaram a um consenso sequer sobre uma segunda rodada de negociações — muito menos sobre um acordo abrangente para encerrar o conflito. Até quarta-feira, não houve mudanças relevantes nas últimas duas semanas: ambos os lados afirmam buscar um acordo, mas, na prática, não há avanços concretos.
O padrão Three Drives Pattern, destacado no gráfico por um triângulo, permitiu que os compradores assumissem o controlo. O imbalance 18 ofereceu uma oportunidade de compra, e o imbalance 19 pode proporcionar outra. Assim, ao longo desta semana, pode surgir um terceiro sinal altista dentro do impulso atual. Padrões de baixa e capturas de liquidez não têm gerado preocupação entre os compradores neste momento.
O cenário macroeconômico de quarta-feira foi praticamente inexistente, e não houve novas informações sobre cessar-fogo ou negociações provenientes dos Estados Unidos ou do Irã. O Irã considera ter transferido a responsabilidade para os EUA, enquanto os EUA sustentam o oposto. A trégua continua, embora sem confrontos ativos. Enquanto isso, o mercado aguarda a reunião do Federal Reserve.
Nos Estados Unidos, o pano de fundo estrutural sugere que, no longo prazo, o cenário mais provável é de enfraquecimento do dólar. Nem mesmo o conflito com o Irã altera significativamente essa perspectiva. A geopolítica apenas reforçou temporariamente o papel do dólar como ativo de refúgio por cerca de dois meses, mas a tendência estrutural permanece desafiadora. O mercado de trabalho americano continua a enfraquecer, a economia aproxima-se de uma possível recessão, e o Federal Reserve — ao contrário do Banco Central Europeu e do Banco da Inglaterra — não sinaliza um aperto da política monetária em 2026.
Além disso, protestos recentes nos Estados Unidos contra Donald Trump indicam um ambiente político mais sensível, e a possível saída de Jerome Powell pode adicionar incerteza ao cenário — especialmente se, sob Kevin Warsh, o FOMC adotar uma postura mais dovish. Do ponto de vista económico, não há fundamentos sólidos que sustentem uma valorização consistente do dólar no longo prazo.
Calendário de notícias para os EUA e o Reino Unido:
No dia 30 de abril, o calendário econômico inclui seis eventos, sendo que os traders devem prestar atenção especial à reunião do Banco da Inglaterra e aos dados do PIB dos EUA. Espera-se que o impacto do panorama noticioso sobre o sentimento do mercado na quinta-feira persista ao longo de todo o dia.
Previsão e recomendações de trading para GBP/USD:
No longo prazo, a perspetiva para a libra continua a ser altista. O padrão Three Drives Pattern alertou os traders para um possível movimento de alta, seguido pela formação de um imbalance altista e de um sinal de compra. O preço varreu a liquidez dos movimentos de alta de 10 e 23 de março, bem como do movimento de 26 de fevereiro, mas os vendedores não conseguiram iniciar um movimento de queda em nenhum desses casos. Isso constitui mais um sinal positivo para a libra, indicando que o mercado mantém um viés comprador.
Assim, apesar dos fatores geopolíticos, a expectativa é de continuidade da tendência de alta. Muito provavelmente, o euro também continuará a valorizar-se, reforçando esse cenário. O alvo para a libra permanece na máxima de 2026. A reação ao imbalance 16 provocou uma correção, mas a reação ao imbalance 19 pode oferecer uma nova oportunidade para a abertura de posições de compras.