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13.07.2026 02:57 PM
Mercado de ações em 13 de julho: S&P 500 e NASDAQ voltam a ficar sob pressão

Na última sexta-feira, os índices de ações dos EUA encerraram o dia com ganhos sólidos. O S&P 500 subiu 0,42%, e o Nasdaq 100 registrou alta de 0,29%. O Dow Jones Industrial Average subiu 0,29%.

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Hoje, a liquidação foi particularmente dolorosa para a Ásia. O índice MSCI Asia Pacific caiu cerca de 1,6%, enquanto o KOSPI, da Coreia do Sul, despencou aproximadamente 7%. O setor de tecnologia voltou ao centro das atenções: as ações da SK Hynix desabaram cerca de 12%. Os futuros do Nasdaq 100 recuavam 1,1%, enquanto as bolsas europeias caminhavam para uma abertura em queda de aproximadamente 1%.

Os mercados iniciam uma semana crucial, marcada por uma nova escalada das tensões no Oriente Médio, e os investidores terão de assimilar simultaneamente três fatores importantes: o início da temporada de resultados corporativos, a divulgação dos dados de inflação dos Estados Unidos e o primeiro depoimento do presidente do Fed, Kevin Warsh, perante o Congresso. A Nomura International Wealth Management prevê que julho será um mês de forte volatilidade para o mercado acionário, impulsionado principalmente pelas preocupações com a inflação e com novos aumentos das taxas de juros. A retomada das hostilidades com o Irã apenas amplia esses riscos.

Foi justamente a retomada dos confrontos que desencadeou a liquidação desta segunda-feira. No domingo, forças dos Estados Unidos realizaram um novo ataque contra o Irã com o objetivo de reduzir a capacidade do país de atacar embarcações comerciais no Estreito de Ormuz, informou o Comando Central dos Estados Unidos (US Central Command). Esta foi a quarta rodada de ataques, após ofensivas iranianas com drones e foguetes contra aliados dos EUA, incluindo Kuwait, Jordânia e Catar. Em retaliação, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) incendiou vários grandes depósitos de mísseis e combustíveis na Base Aérea Prince Hassan, na Jordânia. A escala dos ataques recíprocos é visivelmente maior do que nas trocas anteriores.

A principal incerteza para o mercado continua sendo a situação do Estreito de Ormuz, e as partes apresentam versões contraditórias. O Irã afirma que a via navegável está fechada, enquanto as autoridades militares e marítimas dos Estados Unidos insistem que o tráfego marítimo continua por uma rota ao sul.

Os mercados de commodities e de câmbio reagiram de forma rápida e intensa. O Brent subiu 4%, ultrapassando os US$ 79 por barril, em meio a relatos contraditórios sobre a situação do estreito e a novas especulações sobre interrupções no abastecimento. O dólar, tradicional ativo de refúgio em momentos de crise no Oriente Médio, se fortaleceu frente às moedas do G10, à medida que a alta do petróleo elevou as apostas em um aumento das taxas de juros pelo Fed para conter a inflação. Essa dinâmica pressionou os metais preciosos, que não oferecem rendimento: o ouro recuou 1,4%, para cerca de US$ 4.060 por onça, enquanto a prata despencou quase 3%, para aproximadamente US$ 58,10.

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Os títulos do Tesouro registaram quedas ao longo de toda a curva, com a taxa de rendibilidade dos títulos a dois anos — sensíveis às variações das taxas de juros — a subir para o seu nível mais elevado desde fevereiro de 2025.

Tecnicamente, o gráfico diário sugere que a tarefa imediata dos compradores é superar o nível de resistência de US$ 7.544. Isso confirmaria a tendência de alta e abriria caminho para US$ 7.574. Manter o controle acima de US$ 7.600 consolidaria ainda mais as posições dos compradores. No lado de baixa, os compradores precisam defender os US$ 7.518. Uma quebra abaixo desse nível provavelmente levaria o índice de volta aos US$ 7.494 e abriria caminho para os US$ 7.474.

Jakub Novak,
Analytical expert of InstaTrade
© 2007-2026

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